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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Síntese dos primeiros capítulos de "Revolução e Contra Revolução".

Salve Maria!


O tema deste artigo pode parecer não ter relações com “vocação”, mas, pelo contrário. Todos somos chamados a uma vocação comum, a Santidade, e a uma específica que se diferencia de pessoa para pessoa. Dentro desta vocação específica, temos deveres e obrigações, alguns particulares, outros comuns. Dentro destas “obrigações” comuns a todos está à defesa da fé, e neste âmbito, apologético, entra a luta contra a revolução.


Muitos podem citar aquela passagem de Nosso Senhor que diz “Quem viver pela espada, morrerá pela espada”, mas gostaria de alertar que esta citação (colocada fora do contexto a que se aplica) apenas serve, a meu ver, como desculpa para a omissão daqueles que o dizem (Nesta situação). Claro, a luta exige sacrifício, e muitos preferem permanecer acomodados, do que se sacrificar na luta para um bem futuro. Infelizmente vivemos uma era em que as pessoas procuram este “gozo” já agora, uma era cuja mentalidade é bem materialista.

Sempre antes de irmos à guerra, devemos parar e estudar, analisar nossos inimigos. Para lutarmos contra a revolução, devemos antes estuda-la e procurar estratégias de combate. O que é revolução? Quando se originou? Onde atua? O que fazer para combatê-la? São algumas das perguntas que procurarei responder na síntese, pessoal, da primeira parte da magistral obra do Profº Plinio Corrêa de Oliveira, “Revolução e Contra-Revolução”.






Revolução e Contra Revolução


Revolução. Sua causa profunda é uma explosão de orgulho e sensualidade, que inspirou toda uma cadeia de sistemas ideológicos.

Da larga aceitação destes por parte da sociedade em geral, decorreram as três grandes revoluções da história do Ocidente: A Pseudo-Reforma (Ou Revolução Protestante), a Revolução Francesa e oComunismo.


Orgulho – Leva ao ódio toda superioridade, e também à afirmação de que a desigualdade é em si mesma, e em todos os planos, um mal. É o aspecto igualitário da Revolução.


Sensualidade – De si, tende a derrubar todas as barreiras. Ela não aceita freios e leva à revolta contra toda autoridade e lei, seja Divina ou humana, eclesiástica ou civil. Este é o aspecto liberal da Revolução.


Ambos os aspectos, que têm e última análise um caráter metafísico, parecem contraditórios, mas se conciliam na utopia marxista de um paraíso anárquico, uma humanidade evoluída, “emancipada” de qualquer religião e qualquer autoridade política.


A Pseudo-Reforma foi uma primeira revolução. Ela implantou o espírito de dúvida, o liberalismo religioso, e o igualitarismo eclesiástico.


Seguiu-se lhe a Revolução Francesa que foi o triunfo do igualitarismo em dois campos. No Religioso, sob a forma de ateísmo, especiosamente rotulado de laicismo. Na esfera política, pela falsa máxima de que toda desigualdade é uma injustiça, toda autoridade um perigo, e a liberdade o bem supremo.


O comunismo é a transposição destas máximas para o campo social e econômico.


Como distinguir a crise:


A Revolução, ou crise, conserva em si, cinco caracteres dominantes, através dos quais podemos identifica-la:


1 – É universal


- A crise é universal. Não há, hoje, povo que não esteja atingido por ela.


2 – É uma


- A crise é una. Não podemos considera-la como se fosse um fenômeno que ocorresse de maneira parecida, mas ainda sim um fenômeno isolado, e independente um do outro. “Fenômenos autônomos e paralelos” Não!

 Assim como em um incêndio na floresta, consideramos a todos os focos como partes de um único ocorrido, devemos considerar a crise.


3 – É total


- A crise se prolonga ou desenvolve de maneira tão profunda, que termina por atingir ou influenciar todas as áreas e campos da ação do homem.


4 – É dominante


- Atualmente e empurradas pelas “forças desvairadas” da crise as nações ocidentais vão sendo gradualmente impelidas para um estado de coisas que vai se delineando igual em todas elas. Ela pode ser comparada com uma rainha, a que todas as forças do caos servem como instrumentos eficientes e dóceis.


5 – É processiva


- A Crise não é um fato espetacular e isolado. É um longo sistema de causas e efeitos que vem produzindo, desde o século XV, sucessivas convulsões. É um processo que não deve ser visto como uma sequência toda fortuita de causas e efeitos, que se foram sucedendo de modo inesperado. É um processo lento e gradual que aborda todas as áreas da ação do homem e tem como fim último a destruição da Cristandade, a troca de valores, ou em outras palavras, Revolução.


Como dito, a revolução opera em todas as áreas de ação do homem: nos trajes, nas maneiras, na linguagem, na literatura e na arte o anelo crescente por uma vida cheia de deleites da fantasia e dos sentidos vai produzindo progressivas manifestações de sensualidade e moleza.


A Cavalaria, outrora uma das mais altas expressões da austeridade cristã, se torna amorosa e sentimental.


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Convido a todos a se aprofundarem, lendo esta magistral obra, da qual fiz a síntese acima, sobre este tema de tão flagrante atualidade.


In Corde Iesu et Mariae
Voc. Allysson Vidal Vasconcelos
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