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domingo, 1 de abril de 2012

Cardeal apoia homossexualismo em novo livro.



Atualmente aposentado em Jerusalém, o ex-papabile arcebispo de Milão, Cardeal Carlo Martini, publicou um livro polêmico intitulado Credere e conoscere (Crer e conhecer). Conforme noticiado pelo LifeSiteNews [1], o cardeal escreve sobre sua oposição ao ensinamento moral católico sobre o tema dos casamentos de mesmo sexo:

"Discordo das posições daqueles na Igreja que se preocupam com as uniões civis… Isso não é ruim, ao invés de sexo casual entre homens, que duas pessoas tenham uma certa estabilidade … o estado poderia reconhecê-los…"

E, ao mesmo tempo em que reconhece o conceito de matrimônio tradicional, o Cardeal Martini prossegue e diz que “não é certo expressar qualquer discriminação a outros tipos de uniões.”

Todo católico sabe (ou, pelo menos, deveria saber) que tais pontos de vista estão em oposição direta à lei natural e ao ensinamento da Igreja. Assim, como um cardeal em posição tão elevada – um favorito dentre os liberais de justiça social – chega a expô-las? Pode-se ser tentado a pensar que isso ocorreu já que um prelado liberal não ligaria para tais “noções pré-Vaticano II”, que não mais se aplicam à sociedade contemporânea.

Porém, a matéria qualificada do LifeSiteNews mostra que esse “possivelmente” não é o caso – porque o Papa Bento XVI (o defensor da “Hermenêutica da Continuidade do Vaticano II”), enquanto Cardeal Ratzinger (quando Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé), publicou em 1986 uma Carta aos Bispos da Igrjea Católica sobre os Cuidados Pastorais de Pessoas Homossexuais. Na carta, o Cardeal Ratzinger corrigia a noção errada de que os ensinamentos imutáveis da Igreja sobre o homossexualismo haviam sido alterados (devido ao Vaticano II); consequentemente, a carta buscava restringir o apoio crescente que determinados católicos lhe estavam dando:

"Mesmo dentro da Igreja formou-se uma corrente, constituída por grupos de pressão com denominações diferentes e diferente amplitude, que tenta impôr-se como representante de todas as pessoas homossexuais que são católicas. Na realidade, seus adeptos são, na maioria dos casos, pessoas que, ou desconhecem o ensinamento da Igreja, ou procuram subvertê-lo de alguma maneira. Tenta-se reunir sob a égide do catolicismo pessoas homossexuais que não têm a mínima intenção de abandonar o seu comportamento homossexual. Uma das táticas usadas é a de afirmar, em tom de protesto, que qualquer crítica ou reserva às pessoas homossexuais, à sua atitude ou ao seu estilo de vida, é simplesmente uma forma de injusta discriminação."


E com relação aos tais grupos de gays-lésbicas “católicos”:

"Nenhum programa pastoral autêntico poderá incluir organizações em que pessoas homossexuais se associem entre si, sem que fique claramente estabelecido que a atividade homossexual é imoral. Uma atitude verdadeiramente pastoral incluirá a necessidade de evitar, para as pessoas homossexuais, as ocasiões próximas de pecado."

Para os católicos médios, tais afirmações dizem simplesmente o óbvio – no final das contas, quantas paróquias têm a “Liga de Adúlteros Católicos” ou “Grupo de Eutanásia Católica” com “Adultério” oficial e Missas de “Eutanásia” para fomentar o “apoio pastoral”?

Continuando em sua carta de 1986, o Cardeal Ratzinger explicou ainda qual era a única verdade e cuidado pastoral solícito para aqueles que genuinamente lutar contra as inclinações homossexuais:

"Mas é necessário deixar bem claro que afastar-se do ensino da Igreja ou fazer silêncio em torno dele, sob o pretexto de oferecer um atendimento pastoral, não é forma legítima nem de autêntica atenção nem de pastoral válida. Em última análise, somente aquilo que é verdadeiro pode ser também pastoral. Quando não se tem presente a posição da Igreja, impede-se a homens e mulheres homossexuais de receberem o atendimento de que necessitam e ao qual têm direito."

Considerando esses comentários do atual Santo Padre e a dissidência pública do Cardeal Martini – e usando as próprias palavras do Vaticano endereçadas à FSSPX – pode-se somente esperar que Sua Eminência seja chamado à Roma para esclarecer a sua posição ou se submeter a um Preâmbulo Moral “para garantir fidelidade ao Magistério da Igreja e o sentire cum Ecclesia”, “para sanar a fratura existente” e assim “evitar uma ruptura eclesial de consequências dolorosas e incalculáveis”.

Notas de Rodapé

1 LifeSiteNews, 27 de março de 2012, “Cardeal Martini e a falsa teologia promovendo o homossexualismo”.

Fonte: http://fratresinunum.com/2012/03/30/cardeal-apoia-homossexualismo-em-novo-livro/
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