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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Invasões de imóveis, aumento do IPTU e a comunistização de São Paulo


“Pá de cal na Reforma Agrária” é o objetivo título que Zander Navarro deu ao seu artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 21 deste mês. Meus cumprimentos por ter a coragem de reconhecer esta verdade tão rombuda, ao mesmo tempo tão escamoteada pela mídia esquerdista.

São palavras suas: “Por tudo isso, a reforma agrária brasileira concluiu o seu ciclo de vida. Do ponto de vista econômico e produtivo, seu fracasso é assombroso, pois a área total dos assentamentos é maior do que a área plantada de todos os cultivos nos demais estabelecimentos rurais. Mas, com surpresa, nada sabemos especificamente sobre a produção dos assentamentos, enquanto a agricultura brasileira se tornou uma das mais eficientes do mundo. É um confronto estatístico que desmoraliza qualquer defesa de tal política. Persistir em sua continuidade, portanto, beira a completa insanidade.”(os destaques são meus).

Faltou lembrar que o incansável combatente dessa funesta política agro reformista foi Plinio Corrêa de Oliveira, denunciando, esclarecendo e prevendo o fracasso que adviria pelo seu caráter comunista, igualitário, contrário ao direito de propriedade e à livre iniciativa. O best seller de sua autoria, “Reforma Agrária Questão de Consciência”, conjuntamente com dois bispos fiéis à autêntica Doutrina Social da Igreja (naquele tempo ainda os havia em número expressivo) e um economista sensato, foi o primeiro “petardo” contra essa política insana. Como Dr. Plinio acertou…

Afirmo que o único fruto real da RA, que está na profunda intenção do petismo mais do que o êxito produtivista dos assentados, foi atingido. Uma imensidão de terras passou da propriedade de particulares para a propriedade da União. Isso é certo.

Agora chegou a vez do PT tocar a Reforma Urbana, irmã da RA, nascida dos mesmos pais desta.

Quem anda por São Paulo constata que está montado um cenário teatral que é um “prato cheio” para a Reforma Urbana. A comédia petista se repete, segundo os mesmos princípios da RA. Primeiramente gente de nível bem acima de mendigos se tornam “moradores de rua”. Vindos dos mais diferentes lugares, se espalham em barracas de camping (nova moda), sob viadutos e marquises, engordam a sensação de miséria e desigualdade. Logo se articulam e pesquisam que prédios vazios invadir. Feita a invasão de um prédio vazio (este equivale à propriedade improdutiva no caso da RA), nasce o caso judicial, policial etc.

Simplificando: conversa vai, conversa vem, notícias na mídia – normalmente contra os proprietários -, o mais provável é que os invasores acabem ganhando a causa e fiquem usando o imóvel. Como na RA, esperam o título de propriedade que nunca virá. O cerco aos proprietários se fecha ainda mais com o aumento do IPTU.

A coisa se arrasta, o local vira um cortiço, a briga jurídica se eterniza. Simplificando, o invasor não terá uma moradia digna, o proprietário perderá sua propriedade e, o mais certo de tudo, o poder público será o real dono do imóvel.

Tão artificial é a Reforma Urbana, que, como a Reforma Agrária, semeará favelas, multiplicará a pobreza. A obstinação petista fará de tudo para transformar São Paulo numa miríade de “assentamentos urbanos”, senão numa Havana; plano que, cedo ou tarde, em razão dos “princípios mortais” do comunopetismo, receberá ele também, espero que em dia não tão distante, a sua pá de cal.
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