Receba as atualizações por e-mail

Cadastre seu e-mail:

Mostrando postagens com marcador Shulamith Firestone. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Shulamith Firestone. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Um sinal dos tempos: a balbúrdia dos sexos

Shulamith Firestone

Se o leitor espera, neste tópico, um requisitório contra o homossexualismo – muito merecido aliás – prepare-se para encontrar algo que desce ainda mais abaixo.

Vai encontrar logo de início certo “pirão” dos sexos, no sentido de que o homem seja menos, ou nada masculino, e a mulher, menos, ou nada feminina. Mas este ainda é o princípio da conversa.

Mais radical, a feminista Shulamith Firestone assim se exprime:

“Assim como a meta final da revolução socialista era não só acabar com o privilégio próprio da classe econômica, mas também com a própria distinção entre as classes econômicas, a meta definitiva da revolução feminista deve ser igualmente – diversamente do primeiro movimento feminista – não simplesmente acabar com o privilégio masculino, mas com a própria distinção de sexos: as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam culturalmente”[1].

É claro que para essa nova onda revolucionária a realidade da natureza incomoda, estorva, e portanto deve desaparecer. Mas como se arranjam os caudatários dessa corrente, para obliterar diferença tão óbvia? Veja esta tentativa: O ser humano nasce sexualmente neutro e, a seguir, a influência social faz dele homem ou mulher!

Os seguidores desta corrente percebem que a natureza pediria outra coisa. Mas isto não os inibe: é preciso ir contra a natureza! “O ‘natural’ não é necessariamente um valor ‘humano’. A humanidade já começou a ultrapassar a natureza; já não podemos justificar a continuação de um sistema discriminatório de classes por sexos tomando como base suas origens na Natureza”[2].

Portanto – comenta Dale O’Leary – os que tratam as mulheres com respeito estão tão errados quanto os que as desrespeitam. As duas atitudes marcam a existência de uma diferença. Essa diferença, embora seja natural, deve ser anulada ou ignorada. Ora, respeito é, justamente, o reconhecimento da existência de algo desigual ou diverso. Dentro de um “pirão” não há, nem pode haver, respeito.

É uma tática pós-moderna fragmentar/para fundir. A fim de fundir os dois sexos em um só pirão, essa nova corrente os fragmenta em cinco:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...