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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Homossexuais no exército. Por que devemos nos opor?


Dias atrás saiu em toda a mídia nacional a notícia de que a Justiça Federal de Pernambuco determinou que o Exército reconheça como dependente o "companheiro" de um sargento que atua no Centro de Telemática, no Recife. A decisão, em segunda instância, contou com a unanimidade da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF5) e é considerado o primeiro caso de união homossexual no Exército reconhecido judicialmente. Frente a algo assim, o que pensar? Por que se opor ao ingresso de homossexuais declarados nas Forças Armadas? É para responder estas e outras perguntas, que transcrevo uma matéria veiculada no mensário Catolicismo em Abril de 2010.

Conferência de Ação Política Conservadora


Nos Estados Unidos, milhares de militantes conservadores participam do evento e se opõem à admissão de homossexuais nas Forças Armadas, tema candente também no Brasil.


Francisco José Saidl

Realizou-se entre os dias 18 e 20 de fevereiro, na capital americana, a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) — o maior evento conservador nos Estados Unidos, com a participação aproximada de 10 mil intelectuais, políticos, representantes de organizações, estudantes e ativistas. Sua relevância se traduz pela qualidade e número de participantes, pelos discursos, temas e debates, bem como pelos panfletos com tomadas de posição, que na ocasião são veiculados.

Intervindo corajosamente na discussão sobre a aceitação ou não de homossexuais nas Forças Armadas, Ryan Sorba, da Young Americans for Freedom, salientou que o moralmente errado não pode transformar-se em direito civil.

Por sua vez, John Ritchie, diretor da Ação Estudantil da TFP americana, afirmou: “O vício homossexual está fundamentalmente em desacordo com princípios conservadores tradicionais. Ele viola a Lei natural e o senso comum”. Numa clara crítica à participação do GOProud (um movimento pró-homossexual) no CPAC deste ano, Ritchie declarou: “A CPAC afirma ser ‘uma grande tenda’ para o movimento conservador, mas neste ano essa tenda tem uma grande goteira”.

A atuação da TFP americana foi marcante. Nas salas e corredores do Marriott Wardman Park Hotel, onde se realizava a CPAC, voluntários da entidade distribuíram aos participantes quatro mil exemplares do manifesto Para manter limpa nossa honra! Por que devemos nos opor à agenda homossexual para as Forças Armadas. E poucos dias depois, em 23 de fevereiro, publicaria o mesmo manifesto no “Washington Times”, que transcrevemos abaixo.

No stand da TFP americana foi também exposto o livro An American Knight: The Life of Colonel John W. Ripley, de Norman Fulkerson. A obra narra a história de um dos maiores heróis de guerra americanos, famoso por sua atuação durante a Guerra do Vietnã, especialmente pelos riscos que correu para destruir a ponte de Dong Ha, impedindo o avanço de 30 mil soldados e 200 tanques comunistas. A principal razão da divulgação do livro naquele local deveu-se à firme oposição do Coronel Ripley à entrada de homossexuais nas Forças Armadas, sustentada por ele no Congresso americano.

PARA MANTER LIMPA NOSSA HONRA!


Por que devemos nos opor à agenda homossexual para as Forças Armadas

Enquanto os Estados Unidos enfrentam duas guerras e uma fragilidade econômica, outro perigo desponta no horizonte, ameaçando a honra e a integridade da mais importante de nossas instituições: as Forças Armadas.

No seu discurso sobre o Estado da União, de 27 de janeiro de 2010, o presidente Obama prometeu trabalhar com o Congresso e os militares para derrubar a atual lei que exclui os homossexuais das Forças Armadas.(1)

Ex-Presidente da Junta de Chefes de
Estado-Maior General Peter Pace aborda
a platéia durante POW / MIA reconhecimento
nacional no Pentágono.
Foto do DoD por Helene C. Stikkel.
Uma revolução moral

Tal iniciativa não pode ser considerada isoladamente. Para se entender inteiramente seu significado, cumpre vê-la à luz de décadas de um movimento homossexual empenhado em erradicar os próprios fundamentos da nossa moralidade. Assim, o ativista homossexual Paul Varnell, escrevendo no “Chicago Free Press”, afirmou: “O movimento homossexual não é um movimento de direitos civis, mas uma revolução moral com o objetivo de mudar a visão das pessoas sobre o homossexualismo”.(2)

Realmente, os líderes do movimento compreendem perfeitamente o significado de suprimir a proibição militar ao homossexualismo. Assim, Thomas Stoddard, ex-diretor executivo de Lambda Legal, admitiu: “Esta não é uma luta sobre os militares. Esta é uma luta de cada lésbica e homossexual americano por seu lugar na sociedade”.(3) Do mesmo modo, o Human Rights Campaign — o maior grupo nacional pelos direitos dos homossexuais — planeja gastar mais de dois milhões de dólares numa campanha de lobby para influenciar os legisladores, cujos votos serão necessários para derrubar a presente lei.(4)

Esses ativistas compreendem que nosso Exército é um poderoso símbolo na mente dos americanos. William Kristol estava certo quando se referiu a ele como “uma grande instituição americana que mantém a fé dos cidadãos”.(5) Assim, se os homossexuais forem admitidos, tal fato repercutiria em todas as instituições nacionais.

Essa é uma das muitas razões pelas quais cumpre defender o nosso Exército, cuja eficiência e honra seria sacrificada por ideólogos no altar de uma licenciosidade infrene, num momento em que a segurança nacional e global repousa sobre sua bem-sucedida campanha contra o terrorismo.

Exacerbando este perigo, muitos comentaristas obscurecem a questão, papagaiando os sofismas do movimento homossexual. Importa assim examinar de perto alguns dos principais argumentos utilizados para apoiar a anulação do banimento.

Os homossexuais têm o direito de servir?

Um sofisma sustenta que os homossexuais têm o direito de servir nas nossas Forças Armadas. Propugnadores desta idéia rotulam freqüentemente de discriminatória a presente lei, comparando o levantamento de sua proibição com a ordem executiva de 1948 do presidente Truman eliminando a segregação racial nas Forças Armadas da nação. Contudo, tais alegações não têm base. Primeiramente, não há “direito” constitucional para servir nas Forças Armadas, nem poderia haver tal direito. Devido ao seu objetivo de luta, o Exército é uma organização necessariamente discriminatória, que recusa o engajamento com base na idade, altura, enfermidade física, e muitas outras causas. De modo similar, violações da moralidade, como a mentira e o adultério, podem resultar em corte marcial.

Ademais, não há comparação possível entre a eliminação da segregação racial no Exército pelo presidente Truman e o levantamento da proibição de homossexuais nas nossas Forças Armadas. Comportamento homossexual é uma questão moral, não racial. É uma escolha pessoal de estilo de vida. O antigo Chefe do Estado-Maior, general Colin Powell, afirmou-o,(6) dizendo: “Cor da pele é uma característica benigna e neutra do ponto de vista do comportamento. A orientação sexual é talvez a mais profunda das características do comportamento humano. A comparação entre as duas é um argumento cômodo, mas inválido”.(7) Inclusive a presente lei não é baseada no que os homossexuais alegam ser, mas no que eles fazem.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Miguel, Miguel do Amanhecer...


Esta é a história verdadeira de um fuzileiro naval - marine - americano que foi ferido durante a Guerra da Coréia em 1950. Escrevendo para sua mãe, ele conta a ela um fascinante encontro que ele teve na guerra. O Pe. Walter Muldy, um capelão da Marinha que conversou com o jovem fuzileiro e sua mãe, bem como com o comandante do grupo de combate, sempre afirmou a veracidade dessa narrativa. Nós a ouvimos de alguém que leu a carta original e relata aqui a história com todos os detalhes e o faz em primeira pessoa, para melhor transparecer algo do impacto que ela deve ter causado quando foi escrita pelo filho à sua mãe.

Querida Mamãe,

Estou escrevendo para a senhora de uma cama de hospital. Não se preocupe, mãe, eu estou bem. Eu fui ferido, mas o médico me disse que eu terei alta em breve.

Mas não é isso que eu tenho a contar para a senhora, mãe. Algo aconteceu comigo que eu não ouso contar a ninguém mais por medo de que não acreditem. Mas eu tenho que contar à senhora, a única pessoa em quem posso confiar, apesar de que mesmo a senhora pode achar difícil de acreditar.

A senhora se lembra daquela oração a São Miguel que a senhora me ensinou a rezar quando eu ainda era pequeno: "Miguel, Miguel do amanhecer,..." Antes que eu viesse para a Coréia, a senhora insistiu para que eu me lembrasse dessa oração antes de qualquer confronto com o inimigo. Mas a senhora na verdade nem precisava me lembrar, mãe. Eu a tenho sempre rezado, e após minha chegada na Coréia, eu a tenho recitado várias vezes por dia, enquanto estou marchando ou mesmo descansando.

Bem, um dia, recebemos a ordem de sair para procurar uns comunistas. Era um dia realmente frio. Enquanto eu estava andando, eu percebi um companheiro andando ao meu lado, e eu olhei para ver quem era.

Ele era um sujeito grande, um fuzileiro de mais de 1,80m, fisicamente bem constituído. Engraçado, mas eu não o conhecia, e eu achava que conhecia todos da minha unidade. Eu fiquei feliz por ter companhia e quebrei o silêncio entre nós:

"Frio hoje, não é?" Então, comecei a sorrir comigo mesmo porque eu percebi que era um tanto absurdo falar sobre o clima quando estávamos avançando para o inimigo. Ele também deu um leve sorriso.

"Eu pensei que eu conhecia todo mundo da minha unidade," eu continuei, "mas eu nunca te vi antes."

"Não," ele concordou, "Eu acabei de me juntar ao grupo. Meu nome é Miguel."

"Verdade?! É o meu também!"

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Senso cristão, familiar e patriótico impede mortes com arma de fogo na Suíça

Luis Dufaur

Este soldado suíço deve guardar bem
todo este equipamento… em casa!
A posse de armas, inclusive para uso militar, está generalizada na Suíça, porém os crimes com arma de fogo são tão poucos que nem sequer há estatísticas sobre eles, noticiou a BBC.

O país tem seis milhões de habitantes e há pelo menos dois milhões de armas de fogo privadas, entre as quais se incluem por volta de 600.000 fuzis automáticos e 500.000 pistolas.

A Suíça possui um sistema de defesa nacional único no mundo, que ela desenvolveu ao longo dos séculos numa autêntica tradição.

O país exige que cada homem pertença a uma milícia regional e receba treinamento durante alguns dias ou semanas durante quase toda sua vida.

Entre 21 e 32 anos, os homens servem na tropa regular e recebem um fuzil de assalto M-57 e 24 pentes de munição, que devem conservar em casa. Posteriormente passam a fazer parte das milícias regionais que também exigem certo treino, além da posse e manutenção das armas em casa.

Além das armas fornecidas pelo governo, quase não há restrição à sua compra e venda, embora alguns cantões limitem seu porte em certos casos.
Fuzil de assalto Sturmgewehr 90 é propriedade pessoal
do soldado suíço
 
O governo vende ao público o excesso de armas, sobretudo quando o exército adota novos modelos. Os prédios públicos têm escassa vigilância policial.

Mas, a despeito da propriedade e disponibilidade massiva de armas de fogo, o crime praticado com elas é extremamente raro.

Mark Eisenecker, sociólogo da Universidade de Zurique, explica que as armas de fogo estão “ancoradas” na sociedade suíça a ponto de o controle delas nem ser um problema ou uma questão pública.

A realidade suíça prova que a posse de armas de fogo não é a causa dos crimes cometidos com elas, da mesma maneira como a posse de uma faca de cozinha não é a causa de algum crime de sangue praticado com ela.
Pistola semi-automatica SIG220: tambem é propriedade
de cada soldado, mas não há crimes com ela

Para diversos comentaristas, a explicação do caso suíço radica em que na Suíça não há os problemas sociais relacionados com os crimes com armas de fogo em outros países.

Não há o consumo de drogas ou a depravação urbana existente em outros países, inclusive ricos e industrializados.

Um senso de responsabilidade coletiva dispensa a necessidade de leis sobre as armas. Acresce que a Suíça também preservou grande unidade de índole familiar, social e histórico-cultural.

Desde a mais tenra idade os jovens suíços, homens e mulheres, são educados na ideia de que as armas só foram feitas para defender o próprio país.

Essas explicações naturais adquiriram toda sua relevância atual após séculos de influência da Civilização Cristã, que modelou profundamente a alma nacional do povo helvético.

O dia em que essa influência cessar sob os golpes do laicismo rompante, a Suíça passará a sofrer os males provenientes do crime e do estatismo invasor que afligem os países descristianizados.
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