Dias atrás saiu em toda a mídia nacional a notícia de que a Justiça Federal de Pernambuco determinou que o Exército reconheça como dependente o "companheiro" de um sargento que atua no Centro de Telemática, no Recife. A decisão, em segunda instância, contou com a unanimidade da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF5) e é considerado o primeiro caso de união homossexual no Exército reconhecido judicialmente. Frente a algo assim, o que pensar? Por que se opor ao ingresso de homossexuais declarados nas Forças Armadas? É para responder estas e outras perguntas, que transcrevo uma matéria veiculada no mensário Catolicismo em Abril de 2010.
Conferência de Ação Política Conservadora
Nos Estados Unidos, milhares de militantes conservadores participam do evento e se opõem à admissão de homossexuais nas Forças Armadas, tema candente também no Brasil.
Francisco José Saidl
Intervindo corajosamente na discussão sobre a aceitação ou não de homossexuais nas Forças Armadas, Ryan Sorba, da Young Americans for Freedom, salientou que o moralmente errado não pode transformar-se em direito civil.
Por sua vez, John Ritchie, diretor da Ação Estudantil da TFP americana, afirmou: “O vício homossexual está fundamentalmente em desacordo com princípios conservadores tradicionais. Ele viola a Lei natural e o senso comum”. Numa clara crítica à participação do GOProud (um movimento pró-homossexual) no CPAC deste ano, Ritchie declarou: “A CPAC afirma ser ‘uma grande tenda’ para o movimento conservador, mas neste ano essa tenda tem uma grande goteira”.
A atuação da TFP americana foi marcante. Nas salas e corredores do Marriott Wardman Park Hotel, onde se realizava a CPAC, voluntários da entidade distribuíram aos participantes quatro mil exemplares do manifesto Para manter limpa nossa honra! Por que devemos nos opor à agenda homossexual para as Forças Armadas. E poucos dias depois, em 23 de fevereiro, publicaria o mesmo manifesto no “Washington Times”, que transcrevemos abaixo.
No stand da TFP americana foi também exposto o livro An American Knight: The Life of Colonel John W. Ripley, de Norman Fulkerson. A obra narra a história de um dos maiores heróis de guerra americanos, famoso por sua atuação durante a Guerra do Vietnã, especialmente pelos riscos que correu para destruir a ponte de Dong Ha, impedindo o avanço de 30 mil soldados e 200 tanques comunistas. A principal razão da divulgação do livro naquele local deveu-se à firme oposição do Coronel Ripley à entrada de homossexuais nas Forças Armadas, sustentada por ele no Congresso americano.
PARA MANTER LIMPA NOSSA HONRA!
Por que devemos nos opor à agenda homossexual para as Forças Armadas
Enquanto os Estados Unidos enfrentam duas guerras e uma fragilidade econômica, outro perigo desponta no horizonte, ameaçando a honra e a integridade da mais importante de nossas instituições: as Forças Armadas.
No seu discurso sobre o Estado da União, de 27 de janeiro de 2010, o presidente Obama prometeu trabalhar com o Congresso e os militares para derrubar a atual lei que exclui os homossexuais das Forças Armadas.(1)
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| Ex-Presidente da Junta de Chefes de Estado-Maior General Peter Pace aborda a platéia durante POW / MIA reconhecimento nacional no Pentágono. Foto do DoD por Helene C. Stikkel. |
Tal iniciativa não pode ser considerada isoladamente. Para se entender inteiramente seu significado, cumpre vê-la à luz de décadas de um movimento homossexual empenhado em erradicar os próprios fundamentos da nossa moralidade. Assim, o ativista homossexual Paul Varnell, escrevendo no “Chicago Free Press”, afirmou: “O movimento homossexual não é um movimento de direitos civis, mas uma revolução moral com o objetivo de mudar a visão das pessoas sobre o homossexualismo”.(2)
Realmente, os líderes do movimento compreendem perfeitamente o significado de suprimir a proibição militar ao homossexualismo. Assim, Thomas Stoddard, ex-diretor executivo de Lambda Legal, admitiu: “Esta não é uma luta sobre os militares. Esta é uma luta de cada lésbica e homossexual americano por seu lugar na sociedade”.(3) Do mesmo modo, o Human Rights Campaign — o maior grupo nacional pelos direitos dos homossexuais — planeja gastar mais de dois milhões de dólares numa campanha de lobby para influenciar os legisladores, cujos votos serão necessários para derrubar a presente lei.(4)
Esses ativistas compreendem que nosso Exército é um poderoso símbolo na mente dos americanos. William Kristol estava certo quando se referiu a ele como “uma grande instituição americana que mantém a fé dos cidadãos”.(5) Assim, se os homossexuais forem admitidos, tal fato repercutiria em todas as instituições nacionais.
Essa é uma das muitas razões pelas quais cumpre defender o nosso Exército, cuja eficiência e honra seria sacrificada por ideólogos no altar de uma licenciosidade infrene, num momento em que a segurança nacional e global repousa sobre sua bem-sucedida campanha contra o terrorismo.
Exacerbando este perigo, muitos comentaristas obscurecem a questão, papagaiando os sofismas do movimento homossexual. Importa assim examinar de perto alguns dos principais argumentos utilizados para apoiar a anulação do banimento.



